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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cruz Caveira: punk hardcore cru e como se dever ser feito!

Cara, você não sabe o quanto essa postagem é muito importante e especial para a HDP. Pois, estamos tratando aqui de uma lendas vivas que esse underground abaixo ainda repercute em nosso cotidiano. Estou me referindo aos reverendos do Cruz Caveira. Aqui pra nós: não existe perfeição sonora quando se referimos a esse trio que sabe de verdade fazer hardcore na tora, na veia, na lábia, na essência e no cru. Eles sem sombra de dúvidas são referência regional, quiçá mundal. Antes mesmo de você conhecer Sepultura, os caras já propagavam nos rolês pelos subúrbios da zona norte. Do Alto José do Pinho à Nova Descoberta, da Guabiraba à Casa Amarela até pelas ruas assombrosas do Recife Antigo se pode presenciar um shows desses três chapados. Suzano (bateria aterradora e sublime) Pedro (bass 2 string) e Maurício (guitarras velozes e vocais animalescos) são verdadeiros ícones e sem sombra de duvidas contribuíram para o surgimento de muitas outras bandas, que abordam em suas letras as idéias sob a opinião de um sistema sujo e corrupto que são ditas como ofensivas ao poder. Sempre expondo isso bem claro e que representa os poucos e valentes punks e roqueiros de nossa cidade.

Momento intelectual da banda!
A banda obteve uma parcela de fãs ao decorrer de sua trajétória fantástica e fascinante. E durante essa longa caminhada, um único registro foi gravado, deixando muitos ao delírio quando escutaram pela primeira vez a única gravação realizada pelos prórpios. "Em meados dos anos 90, o título da demo é 'Nova Descoberta'. Ela conta uma parte da história da banda, a outra parte embora cantamos nos shows ainda não as temos gravadas", diz Maurício em algumas perguntas que fiz no facebook. Continuando com a conversa, perguntei a ele como erá as pessoas que nessa época que nascia essa lenda do punk hardcore, e ele relata que: "naquela época os roqueiros eram mais exigentes, havia conhecimento, atitudes e punks de verdade sem frescuras e idiotices. Hoje são poucos os heróis que ainda curtem um verdadeiro e puro punk hardcore". Por onde eles passavam, geravam muita expectativa. Pois, eles demonstravam, além da essência do hardcore, passavam aquela energia positiva e sempre com atitudes fodas diante suas apresentações. "Tocamos em muitos lugares, ganhamos prêmios e prestígios. Todos as apresentações foram do caralho para nós, e sempre que participamos de um evento nos entregamos ao máximo por adorar e viver do som pesado que passamos. Infelizmente não tocamos tanto como antigamente; não por que queremos,mas por nosso som ser descriminado e não se enquadrar nas expectativas da maioria dos organizadores desses eventos. Onde fica claro a panelinha entre eles, sempre as mesmas bandas q tocam e outras injustamente ficam escanteadas", conclui, muito empolgado e relatando com humildade sua visão sobre os olhares da cena com eles. 
Ensaio!

Bom, depois desse papo que tive com ele, chegou a melhor parte dessa postagem: falar da demo. São 15 faixas de uma sonoridade incrivelmente bem gravadas, equalizadas e mixadas. "Quem nos levou pra gravar essa Demo foi um amigo nosso que na época era sócio da 'Ira Produções", sei que foi no bairro de  Campo Grande, próximo ao Centro de Convenções, mas o nome do stúdio não lembro" ressalta Maurício, numa dúvida que tive em relação a gravação. Com o título "Nova Descoberta", todas as músicas e letras foram inspiradas na realidade do bairro pobre da zona norte. Com letras confusas, de revolta social, violência, criticas ao descaso, ressaltando sempre a miséria e a falta de expectativa da sociedade. Devido aos tempos modernos, viu-se a necessidade de poder compartilhar o som dos caras por eeste extenso espaço cibernético. Então, um brother meu de longa data, o Jonathan Costa, tem a rara demo da banda ainda. Uma cópias em CDr, feita a mãos e me teve a nobreza de empresta-la a mim. Fiquei muito contente quando recebi a cópia pude executada ainda no meu velho radinho, que hoje serve de abrigo para aranhas. Então, logo com o surgimento das mídias reprodutivas, subi ele no meu PC e lancei na net aqui para todos. Quem quiser também ter sua cópia em casa, se liga que logo abaixo está o link para download.

Tracklist:
01 - Acenda Logo
02 - Com Deus
03 - Desordem sem Progresso
04 - Instrumental
05 - E Daí?
06 - Escravos do Sistema
07 - Morgado
08 - Não Há Solução
09 - Nova Descoberta
10 - O Próximo
11 - Quero Tudo de Novo
12 - Salmos 62:1
13 - Tô Chapado
14 - Dez Segundos - Instrumental
15 - Você Vai Ver

Download: Mediafire

Bom, isso foi um pouco sobre está banda na qual tenho total respeito e admiração. Pois conhecer 3 caras como eles, humildades e camaradas, não tem preço. É isso aí. Espero que tenham curtido o post sobre essa banda esplendida que deixa saudades a todos aqueles que um dia prestigiaram ao vivo um show.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Entrevista: Ronyelly Diniz (Caixão e Vela Preta/João Pessoa, PB)

Bom, essa aqui é a segunda entrevista que concebemos para vocês, depois de tempos e tempos. A primeira foi com o esdrúxulo cantor Pedro "Mendigo" Henrique, da charanga Cätärro (clica aqui se não leu). Ressaltando que rolou o baile deles aqui em Hellcife, no dia 28/01/2012, realizado pela HDP.

Mas então, vamos lá ao que a de ser realmente interessante.

Está entrevista foi idealizada através de um gig muito foda que aconteceu em João Pessoa, no evento chamado Grito Rock, onde pessoas normais costumam se encontrar, fazer aquela quest e escutar muito rock brabo. Uma das bandas que firmaram presença no "corpo docente" do evento, no palco Pogo, foi a Caixão e Vela Preta (antiga Fucinho de Porco), demonstrando toda sua versatilidade e malevolência, e que pela primeira vez tive a oportunidade de sacar ao vivo e em preto e branco. Quem gosta de um crust/grind/gore/black metal vai curtir. O entrevistado é o carismático tocador de guitarra Ronyelly Diniz, que desde então vejo tocar em mil bandas. Uma entrevista não só sobre sua banda, mas também sobre temas diversificados. Uma entrevista breve e sincera, digamos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entrevista: Pedro Henrique (Cätärro / Mossoró-RN)

Há belos e esplendorosos cinco anos atrás, onde de lá até os dias de hoje aconteceram varias catástrofes por todo mundo, quatro jovens da cidade de Mossoró (RN) pisavam em terras recifenses numa noite de total instigação e festança no bar do Furgão (bar lendário): o Cätärro.

Após todo esse tempo que passou a rapaziada esta de volta à Hellcife no dia 28 de Janeiro de 2012, cidade aonde o movimento underground vem se mantendo firme (como pode) para dar uma animada na moçada recifense.

Deixo agora de lero-lero e vamos ao que interessa.
O entrevistado de hoje é Pedro Henrique, cantor do Cätärro, que vai contar um pouco da banda e vários assuntos que fogem totalmente do contexto musical.